segunda-feira, 11 de julho de 2016




Olhe para uma coisa, qualquer coisa, uma pessoa, um objeto, uma folha, qualquer coisa só olhe.
Sinta, descubra, veja, qualquer coisa, só olhe.

Olhe, olhe fundo, olhe lá dentro, deixe-se sentir, qualquer coisa só olhe.

Pare, e sinta os pontilhados do sentimento, os fragmentos da alma, qualquer coisa só olhe.
Reflita, se pegue observando o nada, e faça daquilo uma coisa significante, qualquer coisa só olhe.
Descubra, faça um mapa de sentimentos, um mapa de hipóteses, qualquer coisa só olhe.

Olhe deitado, olhe pequeno, olhe grande, olhe com sentimento, olhe com mistério, qualquer coisa só olhe.

Faça uma arvore de olhares, observe cada folha, cada cor, cada textura, qualquer coisa só olhe.
Veja o real, olhe o verdadeiro, olhe oque tem se visto, olhe oque ninguém viu, qualquer coisa só olhe.
Flutue com o olhar, levite com as cores, sonhe, qualquer coisa só olhe.

Olhe serio, olhe de medo, olhe de felicidade, olhe de paixão, qualquer coisa só olhe.

Olha, olha tudo, se permita a olhar, se permita a abrir a porta do seu verdadeiro ser, se permita ser quem é, se permita se entregar, qualquer coisa só olhe.
Só olhe, só sinta, se espante com o inesperado, demonstre a felicidade discretamente, e o amor subitamente. 

Qualquer coisa, só olhe.




             




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